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Preparem seus corações: vem mais hard forks por aí

O sucesso do Bitcoin Cash é inegável entre muitos usuários e operadores, e o hard fork que permitiu um melhor uso da criptomoeda como moeda corrente e deu mais agilidade às operações pode ter sido um fator determinante na alta do Bitcoin que ocorreu ao longo desse semestre que se encerra dentro de poucas semanas.

Ainda que as dúvidas sobre a aceitação da comunidade Bitcoin possam colocar como uma incógnita o sucesso no mercado futuro, há mais 3 forks que devem sair antes do fim do ano: Super Bitcoin, Bitcoin God e Platinum.

Além deles, o Bitcoin Diamond já foi lançado no exterior em novembro, enquanto Bitcoin Silver e Uranium ainda estão sem data de lançamento e o Bitcoin Cash Plus foi adiado para janeiro.

O sucesso que a recente e crescente alta do Bitcoin vem fazendo, além de tornar a sua procura maior, tem motivado desenvolvedores a criar estes forks, ou seja, desmembramentos do Bitcoin, que buscam solucionar problemas técnicos e gerar diferentes valores a serem acrescentados entre os usuários.

É o que explica Anderson Vieira, gerente de produtos da CoinBr que atua na área desde 2013:

“Costumo dizer que o fork vai ser inevitável em algum momento. São melhorias na tecnologia e definições que a comunidade vai tomando, e por ser bem democrático, acaba ocorrendo uma divisão ali de pessoas que querem contar com as vantagens de um fork ou que querem permanecer na rede que já está correndo, ou seja, na via que já está sendo seguida, neste caso a do Bitcoin”, explica.

Um bom exemplo para entender esse conceito de fork é o do Bitcoin Cash (BCC). Lançado em primeiro de agosto deste ano, seu processo de criação envolveu a duplicação de todos os BTC existentes, fazendo com que as partes duplicadas passassem a se chamar Bitcoin Cash.

Nesta segunda-feira (11/12) estava valendo cerca de R$4500, apresentando uma leve desvalorização em relação a uma semana antes, quando esteve a R$5287,08. Trouxe facilidades na compra, velocidade de transação e consequentemente para o uso corrente.

Para Vieira, tanto o Bitcoin Cash quanto o Bitcoin Gold podem ser considerados um sucesso.

Sou um entusiasta dos dois, afirma antes de ponderar que precisam ser resolvidos alguns problemas do Bitcoin Gold, já que não tem sido muito comercializado nas exchanges.

Há apenas um par entre as maiores exchanges do mundo que atuam com o Bitcoin Gold, relata.

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O Bitcoin Cash além de mais barato para a compra, foi desenvolvido a fim de solucionar um problema de escalabilidade que o BTC apresenta na rede.

Enquanto o BTC faz cerca de 7 transações por segundo (tps), o fork utiliza de tecnologia peer-to-peer para acelerar esta eficácia em até quatro vezes.

Enquanto os blocos da rede do Bitcoin original têm tamanho de 1MB, o que permite uma velocidade de 3 transações por segundo, os blocos do fork Bitcoin Cash podem chegar a 4 MB.

Já o Bitcoin Diamond (BTD), lançado em novembro no exterior mas ainda sem operação no Brasil, em teoria conta com blocos que podem ir até 8MB. Além disso, os blocos do BTD seriam gerados a uma velocidade cinco vezes maior do que do BTC.

Os forks buscam gerar mais valor à comunidade bitcoin atraindo novos usuários e aumentando a confiança ao oferecer atualizações tecnológicas e preços menos astronômicos para o usuário comum.

De toda forma, ainda não contam com o consenso da comunidade bitcoin, algo essencial para que a ideia vingue.

Questionado sobre o Bitcoin Diamond, Anderson Vieira afirmou ser uma incógnita.

“Tudo o que eu li sobre o Bitcoin Diamond, pra mim, não diz que será uma força como foi o Bitcoin Cash, que trouxe melhorias em relação ao que pode oferecer para a comunidade em termos de uso corrente”, declarou.

Vieira considera muito nebulosa a proposta desse fork.

“Se é o aumento de tamanho do bloco, ou o aumento da capacidade de transação, se a rede dele vai ficar mais rápida, nada disso ainda está claro. Temos que continuar acompanhando para saber quais são as intenções dos desenvolvedores em relação ao Bitcoin Diamond”, opina.

Os forks de dezembro

O Super Bitcoin é o primeiro hard fork a ser lançado neste mês, previsto para sexta-feira (15), foi antecipado para a última terça (12).

Gerado a partir do bloco 498.888 da rede Bitcoin, o fork é um esforço de desenvolvedores chineses de fazer o Bitcoin grande novamente.

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Para isso, busca otimizar as transações com a moeda a partir da tecnologia Lightning Network e reeditando a ideia do Bitcoin Diamond de criar blocos com até 8MB. Contará com um total de 21.210.000 unidades, sendo que 210 mil delas pré-mineradas.

Para o CoinTelegraph, os desenvolvedores afirmaram que buscaram criar o fork em consonância com os debates atuais de dentro da comunidade de usuários e que está fazendo um teste com o fork. 7

A análise por um lado pode aumentar incertezas em relação a este “experimento”, mas em compensação mantém alguma margem de otimismo para o futuro em termos de melhorias tecnológicas.

Outro esforço chinês nesse mesmo sentido deve ser lançado no dia 25, e é ainda mais pretensioso. Em vez de um “super” Bitcoin, teremos algo divino: o Bitcoin God (GOD).

Nas palavras de um tuíte do próprio idealizador do Fork, Chandler Guo: garfaremos (will be forked off) da principal corrente de bitcoin no bloco de altura 501225.

“Isso acontecerá em 25 de dezembro de forma simbólica, como um presente a todos os portadores de bitcoins. O total será de 21 milhões, sem pré-mineração. Todos vão poder pedir seu GOD pelas principais exchanges em todo o mundo. O lucro da mineração POS será distribuído para todos os usuários do GOD”.

Guo garantiu que o hard fork não é uma piada, mas que escolheu a data para que seja simbólica dentro da comunidade Bitcoin e dialogue com suas pretensões “salvadoras”. O tom de Guo não inspira muita confiança.

Mas por falar em confiança, ou a falta dela, dois dias antes do nascimento do GOLD também está programado o lançamento do Bitcoin Platinum, que deve sair do bloco 498.577 do blockchain.

Mas sem fornecer informações sobre apoiadores, mineradores e desenvolvedores, e com uma proposição de ideias e inovações muito semelhantes à do Bitcoin Cash – não tem inspirado muita confiança e chegou até a ser chamado de “golpe” pela imprensa sul-coreana, país onde supostamente residem seus desenvolvedores.

Para a virada do ano (31/12), o fork da vez seria o Bitcoin Cash Plus, mas acabou adiado para 2 de janeiro.

Outros dois forks que ainda estão sem previsão de lançamento são o Bitcoin Silver, que promete uma moeda ainda mais descentralizada, e o Bitcoin Uranium, com o slogan semelhante ao do Super Bitcoin: Make Bitcoin Great Again. Ambos com pouca informação e muitas críticas a respeito.

Inovação ou especulação?

Críticas que Anderson Vieira também demonstrou adotar em seu discurso:

É a mesma opinião que tenho sobre o Diamond. Ou seja, indicar que vai ser criada uma nova moeda gera especulação. Não adianta só criar, isso precisa ser aprovado pela comunidade”, afirmou.

E exemplificou – “Eu posso agora criar um código e duplicar todo um bloco do blockchain e criar o AndersonCoin, uma nova moeda que será um fork do Bitcoin.

Mas na verdade, não sabemos se seria um fork do Bitcoin ou uma cópia com outro nome. Isso vale pro Bitcoin Diamond, Super Bitcoin, Bitcoin God e todas as outras.

É uma interpretação da função. Não tem nada de concreto que nos indique que será um fork ou uma cópia.”

“Isso está mais para o lado da especulação do que da realidade”, afirmou ainda que conclua afirmando que também com o Bitcoin Gold aconteceu algo semelhante, mas que depois foi resolvido. Ele não se coloca determinista, apenas crítico.

Com o olhar crítico aguçado e atento às variações do universo Bitcoin, resta esperar os lançamentos desses forks e o desenrolar dos respectivos enredos para podermos cravar se vingará como o Bitcoin Cash está vingando ou se é especulação passageira.

O que todos esperam é que independente do desfecho, haja algum acúmulo positivo para a comunidade de usuários.

Estou logística na UNIP, formado em administração de empresas e atua no mercado financeiro desde 2011. Ávido por análises e discussões, seja sobre futebol, economia, política ou bitcoin. Segue sempre estudando os mercados procurando lucrar de forma segura. Administra o GeracaoTrader.com com dedicação total desde 2013. Já ajudou online milhares de pessoas no Brasil e em outros países com dicas de como investir.

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